Prefeitura de Amparo pode ter as contas bloqueadas pela Justiça
DA FOLHA CAMPINAS
A Prefeitura de Amparo (41 km de Campinas) pode ter as contas bloqueadas pela Justiça por falta de pagamento de precatórios trabalhistas e alimentícios. A informação é do secretário municipal da Fazenda, Pedro Nagao.
A prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que já foi pedido o sequestro de R$ 36 mil dos R$ 79 mil com precatórios alimentícios.
A dívida total do município é de R$ 6 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões são dívidas de curto prazo, segundo a administração.
O Orçamento 2001 para Amparo é estimado em R$ 45 milhões.
Para Nagao, o pagamento das dívidas vai consumir três meses de arrecadação da prefeitura e vai comprometer a execução de obras emergenciais.
Entre as obras, estão a contenção da erosão de um loteamento popular no distrito de Arcadas e da adutora localizada no Jardim São Silvestre.
Nagao disse que não vai cortar cargos para reverter as contas da administração. A Prefeitura de Amparo tem 1.337 servidores públicos municipais.
Fernando Borim (PT) deu uma declaração ao jornal “A Tribuna” de 20/03, dizendo que não é mais pré-candidato a prefeito. Depois de seu nome ser cogitado fortemente na cidade como o sucessor de César Pagan (PT), Borim, atual vice-prefeito, revela que está triste e não vai disputar as prévias internas do partido para não haver um racha.
Quando questionado, o porquê da desistência ele afirma: Entre os meses de setembro e dezembro, desenvolvi uma série de atividades ao lado do prefeito César, outras vezes sozinho, políticas e administrativas. Estava num processo muito gostoso e me sentia muito à vontade; fui percebendo, no contato com as pessoas, nas visitas aos bairros, que estava preparado política e psicologicamente. No mês de janeiro algumas pessoas do Diretório e também do Governo começaram a questionar minha forma de atuação. Para eles, eu ficava mais perto da população do que participava das reuniões administrativas de planejamento entre os secretários.
Nessa afirmação, podemos ver claramente a forma de governar do PT, ficar em salas com ar-condicionado discutindo problemas na teoria, o partido não admite seus representantes e partidários, de ficarem em contato com o povo, saber do real problema e até mesmo ajudá-los.
Em outra revelação, ele diz: Não sei se o governo, excetuando-se César (prefeito) iria assumir minha campanha. Se eu, como candidato, poderia gerar um racha em que o Governo (pessoas da administração) pensaria: “não sei se vou ficar (no meu cargo); então, não sei se vou apoiar”.
Os secretários, receosos com o modo de governar de Borim, ficaram com medo e decidiram não apóia-lo, pensando não no bem de Amparo, mas sim em seus próprios cargos e salários. Borim também afirma que era subestimado por dizer coisas infundadas, como ele mesmo diz: sempre acreditei que era importante fazer planejamento, analisar e preparar a administração, sempre achei importante estar do lado do povo. Às vezes, aquele buraco que não está no planejamento do Governo está atrapalhando muito diversas pessoas da população. E em outra afirmação diz: E muitas pessoas do Governo acharam que eu era ignorante acerca disso.
Parece que a verdadeira máscara do PT em Amparo começou a cair, revelando que não é o partido do povo, muito menos dos trabalhadores. São preocupados sim, com seus próprios cargos, aconteça o que for. Borim tentou cruzar o caminho, tentou estar realmente do lado do povo, como relata a entrevista feita por Renata Garzon, repórter do “A Tribuna” más foi rapidamente eliminado por alguém que vai garantir o cargo de atuais secretários e continuar a não dar a importância para o que o povo fala ou pede.
Quando perguntado se apoiará Paulo Miotta (PT) ele afirma: Claro (risos) É verdade.
